Casar-se ou construir uma vida a dois não significa abandonar a família de origem. Pais, irmãos e outros parentes continuam ocupando lugares importantes, oferecendo afeto, apoio e conselhos. O problema começa quando participar da vida do casal se transforma em participar das decisões que deveriam pertencer aos dois. A reflexão inspirada na obra do psiquiatra Salvador Minuchin ajuda a compreender essa dinâmica. Um dos principais nomes da terapia familiar estrutural, ele estudou como as famílias se organizam em diferentes subsistemas e destacou a importância das fronteiras entre eles. Na prática, isso significa que o casal precisa construir um espaço próprio dentro da família. Decisões sobre dinheiro, filhos, rotina, moradia, intimidade ou futuro podem até receber opiniões externas, mas não deveriam ser determinadas constantemente por pais ou sogros. Quando essas fronteiras não estão claras, conflitos podem surgir. Uma mãe pode querer participar de todas as decisões do filho adulto. Um s
Frase do dia da Psicologia: ‘Quando a família do parceiro começa a decidir pelo casal, o problema deixa de ser a interferência e passa a ser a falta de limites’ – a reflexão inspirada em Salvador Minuchin
